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domingo, 1 de maio de 2011

Socióloga revela em mestrado na PUC que Governo de São Paulo não prioriza políticas públicas para as mulheres

Reportagens sobre cidadãos abandonados à própria sorte por um sistema público desigual e ineficente não são novidade. Mas, uma pesquisa revela que em São Paulo, a situação pode ser ainda pior para as mulheres. O câncer de colo de útero e o de mama, que podem ser tratados precocemente, ainda são a segunda causa de morte de mulheres no Estado.
São poucos os serviços de atendimento às mulheres vítimas de violência e não há uma rede integrada de atenção, que atenda aos finais de semana e à noite; além disso, São Paulo foi o último Estado a instituir a Defensoria Pública Feminina e conta, ainda hoje, com apenas um Juizado Especial de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher.
De acordo com a socióloga e jornalista Angélica Fernandes, nenhum serviço ou ação de relevância para as mulheres foi implementado no Estado pelos governadores do PSDB, desde 1995. Angélica apresentou sua dissertação de mestrado em Ciências Sociais na PUC de São Paulo, em 2010, com este tema.
"O marco inicial escolhido, 1995, corresponde a duas décadas depois de a Organização das Nações Unidas (ONU) ter estabelecido o Ano Internacional da Mulher e a Década da Mulher e de ter apontado a necessidade de adoção de políticas especificas para incidir nas gritantes desigualdades entre homens e mulheres", explica Angélica sobre a determinação do período de abrangência da pesquisa.
Pouco investimento
Através da análise do orçamento paulista nas áreas de Educação, Saúde, Segurança e Trabalho, a pesquisadora descobriu um retrocesso em conquistas históricas das mulheres e o desmonte de serviços essenciais, como os Centros de Referência em Saúde da Mulher.
Em todo o Estado, há apenas dois Centros para as mulheres: um em Campinas e outro na capital, no hospital Pérola Byington. Neste, inclusive, havia um projeto voltado para a mulher vítima da violência, mas que de tão desarticulado atendeu apenas três mil mulheres em mais de 15 anos de serviço. “Um número minúsculo se considerarmos as 22 milhões de mulheres que vivem no Estado”, comenta Angélica.
O investimento no combate à violência sexista contra as mulheres também é pífio. Das 129 delegacias da mulher que existem no Estado, apenas uma, que fica no centro da capital, funciona em um prédio do governo estadual. As demais existem por vontade e esforço das Prefeituras, que cedem investimentos, prédios e funcionários para o atendimento.
O programa das Casas-Abrigo, que tinha como proposta inicial ser um projeto multidisciplinar, integrado entre várias Secretarias de Estado, está esvaziado e subordinado apenas à Polícia.
Neste capítulo do combate à violência, há outro dado que merece destaque. O Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, iniciativa do governo Lula datada de julho de 2007, só recebeu a adesão do ex-governador Serra em novembro de 2008, depois do rumoroso caso de sequestro e assassinato da adolescente Eloá na cidade de Santo André. Mesmo depois da adesão formal ao pacto, as ações práticas do governo tucano nessa área têm sido, irrelevantes.
Na área da educação e qualificação profissional para as mulheres, Angélica denuncia que os programas existentes em São Paulo são anacrônicos e funcionam sob uma ótica paternalista. “Ensinam a bordar, fazer bolo, não estão voltados em se alinhar a novas tendências e promover a autonomia das mulheres”, comenta a pesquisadora.
"Os retrocessos nos gastos do Estado nas áreas de Saúde, Educação e Previdência afetam as mulheres duplamente, por perderem acesso a direitos fundamentais e, ao mesmo tempo, reafirmarem o caráter de políticas que enfatizam o papel da mulher como reprodutora e responsável pelas tarefas domésticas", conlui Angélica Fernandes.
SERVIÇO: A dissertação de mestrado Políticas Para as Mulheres no Governo do Estado de São Paulo (1995 a 2006) tem 166 páginas e está publicada na íntegra na Biblioteca Digital da PUC: http://www.sapientia.pucsp.br/Contatos com a autora, através do e-mail fernandes.angelica@gmail.com

sexta-feira, 8 de abril de 2011

OS PAIS SE PERGUNTAM A TODO O TEMPO!!!!

Será que os FILHOS dos governadores de nosso pais estudam e tem a mesma segurança, a mesma qualidade de ensino que as crianças dos pais que pagam os altos impostos e altos salários desses políticos??

Será que os governantes de nosso país tem filhos com a mesma educação escolar que os filhos de nossa sociedade?

Será que as gestantes (mães) de nosso país tem o mesmo acompanhamento médico que as gestantes dos governadores?

Será que os governantes desse país são tratados, atendidos da mesma maneira que a população desse país???

Será que depois desse triste episódio mudará alguma coisa nas escolas desse país???

Será que teremos políticos, governadores, diretores de escola, coordenadores, professores, pais mais responsáveis, mais consciêntes, mais humanos com as crianças, adolescentes desse país?

Será??????

Bullying e a Violência nas Escolas

TRISTEZA E SILÊNCIO INVADEM NOSSOS CORAÇÕES!!!!

Infelizmente, o dia 07/04/2011, quinta-feira, foi marcado por agressividade e violência em nossas escolas. Muitas vezes procuramos respostas para um crime brutal como o ocorrido no RJ - difícil de entender, difícil de explicar....mas o que é certo é que temos e podemos melhorar a qualidade de ensino de nossas escolas bem como a segurança de nossas crianças...

TODOS TEMOS O DEVER E OBRIGAÇÃO DE FAZERMOS ALGO PARA TERMOS UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA E SEM VIOLÊNCIAS!

É claro que em todos os ambientes onde pessoas se encontram sejam eles: trabalho, família, igreja, tribos, estabelecimentos comerciais, hospitais e demais lugares, acontecem  relações interpessoais. 
Em especial nas instituições escolares elas também se evidenciam e originam, muitas vezes, certos dissabores entre seus agentes . nestas relações há sempre um mais forte - ou que pelo menos demostra ser assim -  e nessa ânsia pelo poder, o suposto mais forte, busca sua ou suas vítimas, através das quais seu domínio será exercido. Uma vez escolhida a vítima, o agressor irá maltratá-la, visando ridicularizá-la perante os demais colegas. Algumas pessoas acham por bem assistir a tudo como se nada estivesse ocorrendo - são os chamados espectadores. 

Neste contexto se estabelece o Bullying, que tem como protagonistas a vítima, o agressor, o espectador  e seu círculo vicioso.
A vítima é sempre humilhada, "perde" seus pertences constantemente, falta às aulas sem motivo, apresenta baixo rendimento escolar, demonstra insegurança ao se manifestar em público, apresenta manchas  e arranhões pelo corpo - nem sempre as consegue justificar - prefere se manter afastado dos demais colegas.

O agressor é temido pelos demais, manipula seus espectadores - que o auxiliam em suas práticas- anda sempre em grupos, não suporta ser contrariado, apresenta atitudes agressivas por qualquer motivo, seu tom de voz é grosseiro, aparece com pertences, lanches de suas vítimas - alegando ter sido presenteado por elas.

O espectador assiste a tudo na maioria das vezes sem se manifestar, em alguns casos participa como cúmplice das agressões temendo contrariar o agressor, que por sua vez se voltará contra ele.
As formas de Bullying mais comuns em ambientes escolares são: agressões físicas e verbais; ameaças; brigas; chantagens; apelidos; trotes; roubo; racismo; xenofobias - aversão a tudo aquilo que vem de outras culturas e nacionalidades - intimidações; piadinhas; assédios; xingamentos; alienações; abusos; discriminações e várias outras formas de se ridicularizar uma pessoa.

Na maioria das vezes a vítima aceita todo o seu sofrimento sem dizer nada a ninguém, porém se transforma em uma pessoa triste, constantemente deprimida e sem perspectivas de lutar pelos seus direitos - nesse caso, ela poderá  até optar pelo suicídio.
Talvez guarde essa mágoa durante anos e de repente, em um momento de explosão, invada sua escola atire nos colegas e em quem atravessar seu caminho, passando da condição de vítima para agressor - todavia sempre que a vítima opta por matar, ela pratica o suicídio em seguida.

Pode ser também que a vítima  não consiga reproduzir seus maus tratos ao seu agressor, mas o fará assim que encontrar uma pessoa mais fraca do que ela, estabelecendo assim o tão temido círculo vicioso do Bullying.
É importante ressaltar que o Bullying, não é praticado apenas por alunos e entre alunos. Conforme foi dito anteriormente, ele se traduz em todas as relações desiguais de poder em que um dos agentes sejam ridicularizados ou sofram qualquer tipo de agressão. Portanto, no ambiente escolar, pode acontecer também entre alunos e professores - inclusive alguns alunos, além de agredir fisica e verbalmente seus professores na escola - criam perfis em sites de relacionamentos visando ridicularizá -los ainda mais. Em contra partida alguns professores utilizam o recurso avaliação para punir e alienar seus alunos; abusam de seus conhecimentos e "poder"  para humilhá-los.

A partir do momento em que o Bullying começa a ser praticado - independentemente de quem sejam seus protagonistas - ele gera situações de violência que podem  se estender por toda a sociedade. É necessário que  todos os envolvidos no processo educacional estejam atentos a este vilão que permeia a educação do século XXI e elaborem planos de ação em que valores como o respeito, amor, companheirismo e cidadania sejam constantemente abordados. Consequentemente os ambientes escolares que investirem  nesses valores tão esquecidos em tempos atuais, estarão contribuindo para que a prática do  Bullying venha a se extinguir de nossas escolas.