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domingo, 28 de março de 2010

MENSAGENS




Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.
"Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.

Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado." Rubem Alves

"Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música
não começaria com partituras, notas e pautas.
Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria
sobre os instrumentos que fazem a música.
Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria
que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas.
Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas
para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes".

Rubem Alves





Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu.
O educador diz: “Veja!” - e, ao falar, aponta. O aluno olha na direção apontada e vê o que nunca viu. Seu mundo se expande. Ele fica mais rico interiormente...
E, ficando mais rico interiormente, ele pode sentir mais alegria e dar mais alegria - que é a razão pela qual vivemos.


Já li muitos livros sobre psicologia da educação, sociologia da educação, filosofia da educação – mas, por mais que me esforce, não consigo me lembrar de qualquer referência à educação do olhar ou à importância do olhar na educação, em qualquer deles.


A primeira tarefa da educação é ensinar a ver. É através dos olhos que as crianças tomam contato com a beleza e o fascínio do mundo. Os olhos têm de ser educados para que nossa alegria aumente.
A educação se divide em duas partes: educação das habilidades e educação das sensibilidades. Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido.Os conhecimentos nos dão meios para viver. A sabedoria nos dá razões para viver.


Quero ensinar as crianças. Elas ainda têm olhos encantados. Seus olhos são dotados daquela qualidade que, para os gregos, era o início do pensamento: a capacidade de se assombrar diante do banal.
Para as crianças, tudo é espantoso: um ovo, uma minhoca, uma concha de caramujo, o vôo dos urubus, os pulos dos gafanhotos, uma pipa no céu, um pião na terra. Coisas que os eruditos não vêem.


Na escola eu aprendi complicadas classificações botânicas, taxonomias, nomes latinos – mas esqueci. Mas nenhum professor jamais chamou a minha atenção para a beleza de uma árvore, ou para o curioso das simetrias das folhas.
Parece que, naquele tempo, as escolas estavam mais preocupadas em fazer com que os alunos decorassem palavras que com a realidade para a qual elas apontam.


As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos.


Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem... O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo, e o mundo aparece refletido dentro da gente.


São as crianças que, sem falar, nos ensinam as razões para viver. Elas não têm saberes a transmitir. No entanto, elas sabem o essencial da vida. Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir e não se torna como criança jamais será sábio.



Rubem Alves – Nasceu em 15 de setembro de 1933, em Boa Esperança, Minas Gerais. Mestre em Teologia, Doutor em Filosofia, psicanalista e professor emérito da Unicamp. Tem três filhos e cinco netas. Poeta, cronista do cotidiano, contador de histórias, um dos mais admirados e respeitados intelectuais do Brasil.

Ama a simplicidade
Ama a ociosidade criativa
Ama a vida, a beleza e a poesia
Ama as coisas que dão alegria
Ama a natureza e a reverência pela vida
Ama os mistérios
Ama a educação como fonte de esperança e transformação
Ama todas as pessoas,
mas tem um carinho muito especial pelos alunos e professores
Ama Deus,
mas tem sérios problemas com o que as pessoas pensam e/ou dizem a Seu respeito
Ama as crianças e os filósofos – ambos têm algo em comum:
fazer perguntas
Ama, ama, ama, ama...


"As crianças não têm idéias religiosas, mas têm experiências místicas.Experiência mística não é ver seres de um outro mundo.É ver este mundo iluminado pela beleza..."

sexta-feira, 26 de março de 2010

DEZ MANDAMENTOS AMBIENTAIS NA EMPRESA




Empresas estão (e precisam estar) cada vez mais engajadas com a Educação Ambiental. O texto de Vilmar Berna trata de importantes elementos que podem estar presentes nas empresas para a melhoria do meio ambiente e serve muito bem como recurso pedagógico para os ambientes empresariais.

Empresas estão (e precisam estar) cada vez mais engajadas com a Educação Ambiental. O texto de Vilmar Berna trata de importantes elementos que podem estar presentes nas empresas para a melhoria do meio ambiente e serve muito bem como recurso pedagógico para os ambientes empresariais. Boa leitura!

DEZ MANDAMENTOS AMBIENTAIS NA EMPRESA
Vilmar Sidnei Demamam Berna


"Nós não herdamos a terra de nossos pais,
mas a pegamos de empréstimo de nossos filhos." - Henry Brown

Nossa espécie tem usado mais a capacidade de modificar o meio ambiente para piorar as coisas que para melhorar. Agora precisamos fazer o contrário, para nossa própria sobrevivência. Reveja seu dia-a-dia e tome as atitudes ecológicas que julgar mais corretas e adequadas. Não espere que alguém venha fazer isso por você. Faça você mesmo.

1 - Estabeleça princípios ambientalistas
Estabeleça compromissos, padrões ambientais que incluam metas possíveis de serem alcançadas.

2 - Faça uma investigação de recursos e processos
Verifique os recursos utilizados e o resíduo gerado. Confira se há desperdício de matéria-prima e até mesmo de esforço humano. A meta será encontrar meios para reduzir o uso de recursos e o desperdício.

3 - Estabeleça uma política ecológica de compras
Priorize a compra de produtos ambientalmente corretos. Existem certos produtos que não se degradam na natureza. Procure certificar-se, ao comprar estes produtos, de que são biodegradáveis. Procure por produtos que sejam mais duráveis, de melhor qualidade, recicláveis ou que possam ser reutilizáveis. Evite produtos descartáveis não reciclados como canetas, utensílios para consumo de alimentos, copos de papel, etc.

4 - Incentive seus colegas
Fale com todos a sua volta sobre a importância de agirem de forma ambientalmente correta. Sugira e participe de programas de incentivo como a nomeação periódica de um 'campeão ambiental' para aqueles que se destacam na busca de formas alternativas de combate ao desperdício e práticas poluentes.

5 - Não Desperdice
Ajude a implantar e participe da coleta seletiva de lixo. Você estará contribuindo para poupar os recursos naturais, aumentar a vida útil dos depósitos de lixo, diminuir a poluição. Investigue desperdício com energia e água. Localize e repare os vazamentos de torneiras. Desligue lâmpadas e equipamentos quando não estiver utilizando. Mantenha os filtros do sistema de ar-condicionado e ventilação sempre limpos para evitar desperdício de energia elétrica. Use os dois lados do papel, prefira o e-mail ao invés de imprimir cópias e guarde seus documentos em disquetes, substituindo o uso do papel ao máximo. Promova o uso de transporte alternativo ou solidário, como planejar um rodízio de automóveis para que as pessoas viajem juntas ou para que usem bicicletas, transporte público ou mesmo caminhem para o trabalho. Considere o trabalho à distância, quando apropriado, permitindo que funcionários trabalhem em suas casas pelo menos um dia na semana utilizando correio eletrônico, linhas extras de telefone e outras tecnologias de baixo custo para permitir que os funcionários se comuniquem de suas residências com o trabalho.

6 - Evite Poluir Seu Meio Ambiente
Faça uma avaliação criteriosa e identifique as possibilidades de diminuir o uso de produtos tóxicos. Converse com fornecedores sobre alternativas para a substituição de solventes, tintas e outros produtos tóxicos. Faça um plano de descarte, incluindo até o que não aparenta ser prejudicial como pilhas e baterias, cartuchos de tintas de impressoras, etc. Faça a regulagem do motor dos veículos regularmente e mantenha a pressão dos pneus nos níveis recomendáveis. Assegure-se que o óleo dos veículos está sendo descartado da maneira correta pelos mecânicos.

7 – Evite riscos
Verifique cuidadosamente todas as possibilidades de riscos de acidentes ambientais e tome a iniciativa ou participe do esforço para minimizar seus efeitos. Não espere acontecer um problema para só aí se preparar para resolver. Participe de treinamentos e da preparação para emergências.

8 - Anote seus resultados
Registre cuidadosamente suas metas ambientais e os resultados alcançados. Isso ajuda não só que você se mantenha estimulado como permite avaliar as vantagens das medidas ambientais adotadas.

9 – Comunique-se
No caso de problemas que possam prejudicar seu vizinho ou outras pessoas, tome a iniciativa de informar em tempo hábil para que possam minimizar prejuízos. Busque manter uma atitude de diálogo com o outro.

10 - Arranje tempo para o trabalho voluntário
Não adianta você ficar só estudando e conhecendo mais sobre a natureza. É preciso combinar estudo e reflexão com ação. Considere a possibilidade de dedicar uma parte do seu tempo, habilidade e talento para o trabalho voluntário ambiental a fim de fazer a diferença dando uma contribuição concreta e efetiva para a melhoria da vida do planeta. Você pode, por exemplo, cuidar de uma árvore, organizar e participar de mutirões ecológicos de limpeza e recuperação de ecossistemas e áreas de preservação degradados, resgatar e recuperar animais atingidos por acidentes ecológicos ou mesmo abandonados na rua, redigir um projeto que permita obter recursos para a manutenção de um parque ou mesmo para viabilizar uma solução para problema ambiental, fazer palestras em escolas, etc.
Fonte: http://www.portaldomeioambiente.org.br/especial/empresa.asp

quarta-feira, 24 de março de 2010

Educação Ambiental - Construindo cidadania




À educação foi dada a incumbência de ser o agente de mudanças desejáveis na sociedade, e a ela se acoplaram as educações: sexual; antidroga; para o trânsito; para a saúde; higiene, AMBIENTAL e outros. Dentre elas, nenhuma tem um apelo tão premente e globalizador quanto a Educação Ambiental, mesmo porque, pela sua própria natureza integradora, permeia várias áreas, e também desencadeia um efeito muitíssimo devastador quando falha no seu objetivo de desenvolvimento da consciência crítica, pela sociedade, em relação à problemática ambiental e aos seus aspectos socioculturais, econômicos, políticos, científicos, tecnológicos, ecológicos e éticos. “Na verdade, existe a Educação, e esta, quando fiel à sua natureza integradora, incluiria tudo”.

A Constituição Federal, ao consagrar o Meio Ambiente ecologicamente equilibrado como um direito do cidadão, estabelece vínculo entre qualidade ambiental e cidadania. Para garantir a efetividade desse direito, a Carta Magna determina como uma das obrigações do Poder Público à promoção da Educação Ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública.

Existe hoje uma certa confusão conceitual, não só no que diz respeito ao ensino de ecologia e da Educação Ambiental, bem como no que se refere ao profissional da ecologia - ecólogo - e ao militante político – ecologista. Isto ocorre, ainda, em relação ao termo meio ambiente que, por sua vez, nos remete à Educação Ambiental. O termo meio ambiente está constantemente presente nos meios de comunicação de massa, no discurso dos políticos e dos militantes verdes, nos livros didáticos, nas artes plásticas, na música, no cinema, no teatro entre outros.

Atualmente a Educação Ambiental assume um caráter mais realista, buscando um equilíbrio entre o homem e o meio ambiente, visando a construção de um futuro pensado e vivido, numa lógica de progresso e desenvolvimento, por isso é preciso uma mudança no comportamento do humano em relação ao meio ambiente.

A Educação Ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não formal. Com essa diretriz, os sistemas de ensino tem obrigação legal de promover oficialmente a pratica de Educação Ambiental (MEC, 2001, p. 15).

A Educação Ambiental tem como objetivo levar os indivíduos e os grupos associados a tomarem consciência do meio ambiente global, e de problemas conexos, e de a ele se mostrarem sensíveis. Isto significa que a Educação Ambiental deve procurar chamar a atenção para os problemas planetários que afetam a todos, pois a camada de ozônio, o desmatamento da Amazônia, as armas nucleares, o desaparecimento de culturas milenares e outros são questões só aparentemente distantes da realidade dos alunos.

A escola é o espaço social e o local onde o aluno dará seqüência ao seu processo de socialização. O que nela se faz, se diz e se valoriza representa um exemplo daquilo que a sociedade deseja e aprova. Comportamentos ambientalmente corretos devem ser aprendidos na prática, no cotidiano da vida escolar, contribuindo para a formação de cidadãos responsáveis assim como na comunidade onde vivem.

Diante de um processo de implementação efetiva da Educação Ambiental nas escolas, evidentemente, posicionamo-nos por um que não seja hierárquico, agressivo, competitivo e exclusivista, mas que seja levado adiante fundamentado pela cooperação, participação e pela geração de autonomia dos atores envolvidos.

Projetos impostos por pequenos grupos ou atividades isoladas, gerenciadas por apenas alguns indivíduos da comunidade escolar – como um projeto de coleta seletiva no qual a única participação dos discentes seja jogar o lixo em latões separados, envolvendo apenas um professor coordenador – não são capazes de produzir a mudança de mentalidade necessária para que a atitude de reduzir o consumo, reutilizar e reciclar resíduos sólidos se estabeleça e transcenda para além do ambiente escolar. Portanto, deve-se buscar alternativas que promovam uma contínua reflexão que culmine na metanóia (mudança de mentalidade); apenas dessa forma, conseguiremos implementar, em nossas escolas, a verdadeira Educação Ambiental, com atividades e projetos não meramente ilustrativos, mas fruto da ânsia de toda a comunidade escolar em construir um futuro no qual possamos viver em um ambiente equilibrado, em harmonia com o meio, com os outros seres vivos e com nossos semelhantes.O professor precisa ter um bom nível de conhecimento das estratégias didáticas e métodos de ensino que fazem com que um conteúdo complexo seja compreensível e interessante para os estudantes e que promovam um desenvolvimento conceitual do conteúdo e das estruturas mentais do aluno ao mesmo tempo proporcionando o desenvolvimento integral dos alunos e o exercício prático da cidadania.A Educação Ambiental busca a construção da consciência de que precisamos viver em um mundo diferente, transformador, harmônico, eqüitativo. O trabalho do professor não deve se imitar ao puro raciocínio lógico formal, nem a transmissão dos conteúdos programáticos. O trabalho não precisa ser feito de forma rígida e normativa para ser levado a sério, ele pode ser feito por meio de prática e atividades que envolvam os alunos a participarem.
A educação ambiental não é neutra, mas ideológica. É um ato político, baseado em valores para a transformação social. A educação ambiental deve tratar as questões globais críticas, suas causas e inter-relações em uma perspectiva sistêmica, em seu contexto social e histórico. Aspectos primordiais relacionados ao desenvolvimento e ao meio ambiente tais como população, saúde, paz, direitos humanos, democracia, fome, degradação da flora e fauna devem ser abordados dessa maneira.

É desejável que a comunidade escolar possa refletir conjuntamente sobre o trabalho com o meio ambiente, sobre os objetivos que se pretende atingir sobre as formas de conseguir isso, esclarecendo o papel de cada um nessa tarefa. O convívio escolar é decisivo na aprendizagem de valores sociais e o ambiente escolar é o espaço de atualização mais imediato para os alunos.

A educação ambiental ressalta as regularidades, e busca manter o respeito pelos diferentes ecossistemas e culturas humanas do planeta Terra. O dever de reconhecer as semelhanças globais, enquanto se interagem efetivamente com as especificidades locais, é resumido no seguinte lema: Pensar globalmente, agir localmente.

A chave para o desenvolvimento é a participação, a organização, a educação e o fortalecimento das pessoas. O desenvolvimento sustentável não é centrado na produção, e sim nas pessoas. Deve ser apropriado não só aos recursos e ao meio ambiente, mas também à cultura, história e sistemas sociais do local onde ele ocorre.

Autora: Cristiane Ermandina de Freitas
em:

Em: http://www.cenedcursos.com.br/educacao-ambiental-construindo-cidadania.html

quarta-feira, 17 de março de 2010

A Inclusão e os Índios no Brasil



Convivendo com estereótipos irreais, os povos indígenas continuam buscando sua completa inserção na sociedade brasileira. Nesse sentido, avanços ocorreram em vários setores, como o da Educação, na qual se defende um maior respeito à diversidade cultural e lingüística das populações indígenas brasileiras.
A equipe pedagógica do CRE elaborou um roteiro de sites que contextualizam a questão indígena, além de trazer colaborações para compreender as principais características culturais desses povos.



Educação Indígena - Amparos Legais
Página do MEC, com a legislação brasileira relativa à área de Educação Escolar Indígena. Disponibiliza a Constituição Brasileira, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, o Plano Nacional de Educação, a Resolução CEB/CNE nº 03/99 e o parecer CEB/CNE nº 14/99.

http://www.mec.gov.br/sef/indigena/legindig.shtm
As leis e a educação escolar indígena
Versão comentada da legislação educacional brasileira que trata do direito dos povos indígenas a uma Educação bilingüe e diferenciada.

http://www.mec.gov.br/sef/indigena/materiais/Legislacao%20miolo.pdf
Estatuto do Índio
Texto legal do Estatuto do Índio, Lei nº 6.001, de 19 de dezembro de 1973.

http://www.funai.gov.br/quem/legislacao/estatuto_indio.html


Coordenação Geral de Apoio às Escolas Indígenas - CGAEI
Órgão criado pela Secretaria de Educação Fundamental, do MEC, para implantar uma política pública educacional para as escolas indígenas de acordo com os princípios estabelecidos pela Constituição de 1988.

http://www.mec.gov.br/sef/indigena/default.shtm


Censo da Educação Indígena
Apresenta informações colhidas pelo Censo da Educação Indígena, realizado em 1999, pelo INEP. Traz dados sobre a matrícula, etnias atendidas, dados sobre os docentes e o número de estabelecimentos escolares indígenas (arquivo em Excel. Para abrir o documento, escolha as opções: "desativar macro" e, em seguida, "não").

http://www.inep.gov.br/basica/levantamento s/
outroslevantamentos/indigena
Quem são, Quantas são e Onde estão os Povos Indígenas e suas Escolas no Brasil?
Apresenta dados estatísticos sobre etnias, população, línguas, terras, escolas, alunos e professores. Produzido pelo INEP, como subsídio para o Programa Parâmetros em Ação de Educação Escolar Indígena.

http://www.mec.gov.br/sef/indigena/materiais/Quem%20sao%20miolo.pdf
Banco de dados da Amazônia
Site não-oficial, que traz dados e informações sobre a região amazônica. Abre um canal para contatos com especialistas (antropólogos, geógrafos etc). Traz mapas, dados e informações sobre a questão indígena, preservação da floresta e links para jornais da região.

http://www.amazonmyths.com.br/indians.htm


Referenciais para a formação de professores indígenas
Documento produzido pela Coordenação Geral de Apoio às Escolas Indígenas, da Secretaria de Educação Fundamental do MEC. É um subsídio para a implantação de programas de formação inicial de professores indígenas, visando sua habilitação no magistério intercultural.

http://www.mec.gov.br/sef/indigena/Ftp/livro.pdf
Programa Especial de Formação em serviço de Professor Índio
Página da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo que trata da formação de professores indígenas para Educação Infantil e Ciclo I (1ª a 4ª série do Ensino Fundamental)

http://cenp.edunet.sp.gov.br/ed_indig/ed_ind.htm
Caderno de apresentação. Programa Parâmetros em Ação da Educação Escolar Indígena
Documento que descreve finalidades, propostas, materiais, metodologia, expectativas de aprendizagem e conteúdo de todo o Programa em Ação de Educação Escolar Indígena.

http://www.mec.gov.br/sef/indigena/materiais/apresentacao%20miolo.pdf
Guia do Formador. Programa Parâmetros em Ação da Educação Escolar Indígena
Material elaborado pelo Programa Parâmetro em Ação da Educação Escolar Indígena, distribuído às escolas pelo MEC, visando à formação de professores indígenas. Dividido em 10 módulos, o Guia traz atividades que podem ser realizadas durante as capacitações de professores indígenas.

http://www.mec.gov.br/sef/indigena/materiais/Formador%20miolo.pdf


Fundações, ONGs, Conselhos e outros
Funai
Site da Fundação Nacional do Índio. Traz informações e notícias de 200 comunidades indígenas e sua situação fundiária, além de páginas sobre cultura, mitos, línguas e crenças indígenas. Há ainda um dicionário em tupi e um formulário próprio para pesquisas escolares.

http://www.funai.gov.br
Funasa
Site da Fundação Nacional de Saúde, órgão do Ministério da Saúde, responsável pela saúde indígena no Brasil, através do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, articulado com o Sistema Único de Saúde - SUS.

http://www.funasa.gov.br/index.htm
Organizações indígenas
Lista de instituições ligadas aos índios no Brasil, divididos geograficamente, elaborada pelo site do Instituto Socioambiental.

http://www.socioambiental.org/pib/portug ues/org/index.shtm
Centro de Trabalho Indigenista
Site de ONG formada por antropólogos, que traz informações das comunidades indígenas nas quais desenvolve trabalhos. Possui uma galeria de fotos dos povos Guarari, Marubo, Terena, Timbira e Wajâpi.

http://www.trabalhoindigenista.org.br/
Instituto de Desenvolvimento das Tradições Indígenas - IDETI
Site da ONG que divulga e promove a cultura e o conhecimento dos povos indígenas. Na seção "Diversidade", traz informações sobre os povos Ainu, Bororo, Kaxinaku e Xavante.

http://www.ideti.org.br/
Conselho Indigenista Missionário - CIMI
Site do CIMI, órgão subordinado ao Conselho Nacional de Bispos do Brasil. Refere-se ao trabalho desenvolvido pela igreja católica junto aos povos indígenas brasileiros.

http://www.cimi.org.br/
Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira - COIAB
Organização indígena, de direito privado, sem fins lucrativos, a COIAB reúne 75 entidades e 165 povos indígenas. No site, destaque para o clipping de notícias relacionadas à temática indígena.

http://www.coiab.com.br/


Pesquisadores da cultura indígena
O Povo Brasileiro
O antropólogo Darcy Ribeiro comenta sua obra, que aborda a história da formação do povo brasileiro. O material descreve contextos históricos e é ilustrado com depoimentos que mostram a diversidade social e cultural do Brasil.

http://www.tvcultura.com.br/aloescola/estudosbrasileiros/povobrasileiro/index.htm
O cacique branco do Xingu - Orlando Villasboas
Especial sobre o sertanista Orlando Villas Boas, com biografia e depoimentos de importantes personalidades culturais sobre o trabalho realizado por este indigenista brasileiro. O site resgata um discurso do próprio Villas Boas, realizado em 1972, na Universidade Federal de Minas Gerais.

http://www11.estadao.com.br/villasboas/intro.htm


Povos indígenas no Brasil - História, Cultura, Mitos e Lendas
As tribos e mitos existentes no contexto dos povos indígenas
Página com dados e informações sobre os povos indígenas que habitam a região do Pantanal-MS.

http://www.pantanalms.tur.br/tribos.htm
As tribos
Página da seção Almanaque, do portal Terra. Traz informações de várias tribos indígenas brasileiras. Confira também um material relativo ao Dia do Índio no link: http://www.terra.com.br/almanaque/datas/indio.htm

http://www.terra.com.br/almanaque/indios_7.htm
Coisas que não deve se dizer do Índio no Dia do Índio
Artigo do professor Paulo Humberto Porto Borges, do Departamento de Pedagogia da UNIOESTE, sobre o Dia do Índio. Uma reflexão crítica.

http://www.highrisemarketing.com/djweb/historia/textos/diadoindio.htm
Diversidade cultural dos povos indígenas
Texto disponível no site do Museu do Índio que aborda aspectos culturais dos povos indígenas.

http://www.museudoindio.org.br/cri/tema1.htm#m3b1
Trata da história, cultura e mitos dos índios
Página especial sobre os índios brasileiros, com dados, informações, imagens relativos à questão indígena.

http://www.webciencia.com/09_indios.htm
Lendas e Mitos
Página do site do governo estadual do Pará, que trata das lendas e mitos cultivados entre a população indígena residente naquele Estado. São histórias sobre a Vitória Régia, a Mandioca, o Boto, o Sol, a Lua, entre outros.

http://www.cdpara.pa.gov.br/cultura/lendas/lendas.html
Mehinaku
Um registro de usos e costumes dos índios Mehinaku, habitantes do Alto Xingu, região amazônica.

http://www.tvcultura.com.br/mehinaku/
Índios guarani
Apresenta a história do povo guarani em Paraty e informações do seu cotidiano. Traz imagens sobre a população local.

http://www.paraty.com.br/guarani/index.asp
As culturas indígenas nas escolas públicas
Apresenta o projeto "As culturas indígenas nas escolas públicas", na qual participam escolas da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro.

http://www.nossastribos.com.br/
Medicina Indígena: da Magia à Cura
Artigo do site Boa Saúde que se refere à medicina indígena, uma mistura de curas espirituais e ervas medicinais.

http://boasaude.uol.com.br/lib/showdoc.cfm?LibCatID=-1&Search=indigena&LibDocID=3708



Sugestões de Atividades
Muito além do Cocar
Sugestão de atividade para comemorar o Dia do Índio. A matéria da revista Nova Escola recomenda fugir dos estereótipos e preparar aulas mais dinâmicas com a ajuda de um jogo da memória.

http://novaescola.abril.com.br/ed/131_abr00/html/indios.htm
Esportes dos Povos Indígenas
Página que integra o site da FUNAI e que detalha as modalidades esportivas praticadas nos Jogos dos Povos Indígenas.

http://www.funai.gov.br/indios/jogos/foto_principal/foto_jogos_princ.html
Estatuto do Índio
Texto legal do Estatuto do Índio, Lei nº 6.001, de 19 de dezembro de 1973.

http://www.funai.gov.br/quem/legislacao/estatuto_indio.html


Exposições
Brasil indígena
Exposição virtual no site do Museu de Arqueologia e Etnologia que apresenta textos e objetos da cultura indígena.

http://www.mae.usp.br/setora.htm#manifestacoes

O fim do isolamento dos índios surdos



Conheça o desafio das escolas indígenas em educá-los na língua portuguesa, no idioma da aldeia, na linguagem de gestuais própria da tribo e na língua brasileira de sinais
Amarildo Inácio, índio da etnia caingangue, tem 15 anos e desde 2004 está vivendo uma experiência bastante rica: estudar de verdade.

Até então, a Escola Indígena de Educação Básica Cacique Vanhkre, em Ipuaçu, a 511 quilômetros de Florianópolis, onde está matriculado desde a 1ª série, não tinha uma política de inclusão de alunos com deficiência. Com surdez total em um ouvidoe parcial em outro, o garoto estava lá fazendo número, sem aprender. Amarildo sempre tentou se comunicar com os demais membros da aldeia, mas ninguém o entendia. Além de não conseguir pronunciar bem as palavras, misturava dois idiomas – o português e o caingangue. Seus gestos eram compreendidos por poucos e, durante muito tempo, ele foi considerado um deficiente mental.

Há três anos, a surdez do garoto e de outras sete crianças da tribo foi identificada, levando a gerência regional da Secretaria de Educação de Santa Catarina aimplantar um programa pedagógico paraatender às necessidades do grupo. “Foi muito difícil estabelecer uma comunicação mínima com os estudantes no início do processo. Primeiro, tive de conquistar a confiança deles”, conta Marisa Giroletti, pesquisadora na área de processos inclusivos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
O Ministério da Educação (MEC) não informa quantos dos 163 693 indígenas matriculados na rede pública têm deficiência auditiva – entre os não-índios são 15 mil. Sem uma política nacional paraatendê-los, cada comunidade encontra suas próprias soluções para levar esses estudantes a avançar na aprendizagem. Em 2001, com a aprovação do Plano Nacional de Educação, as escolas indígenas conseguiram garantir a identidade cultural e lingüística de suas populações por meio de um currículo diferenciado. Das 2 323 escolas indígenas existentes no Brasil, 1 818 já oferecem Educação bilíngüe.
Preconceito cultural

A inclusão de crianças com deficiência, um dos maiores e mais complexos desafios nessa área, no entanto, está só começando, como mostra a experiência da Escola Cacique Vanhkre. Lá, como em outras populações do país, a dificuldade em colocar a criança deficiente estudando com as demais encontra barreiras na própria família. “Os deficientes geralmente são encarados como um impedimento à sobrevivência de um povo. O trabalho da equipe pedagógica é imenso para convencer os pais a permitir o convívio deles com outras pessoas da comunidade”, explica o antropólogo Giovani José da Silva, especialista em Educação Indígena, de Campo Grande. No passado, era comum que, tão logo fosse detectada na criança indígena alguma característica diferente das apresentadas pelo restante do grupo, ela fosse abandonada e até morta. Ainda hoje, em muitos casos, ela é afastada do convívio social e não estuda.

Vencida a barreira imposta pela família e pela cultura, e incluída a criança na escola, o próximo passo é garantir a aprendizagem dela. Amarildo esperou bastante tempo para que isso ocorresse. Imagine a dificuldade enfrentada por seus professores para se comunicar com ele. Como fazer com que um aluno assim aprenda de verdade e tenha os mesmos direitos assegurados aos outros estudantes?

O desafio levou a pesquisadora Marisa a aldeias caingangues. O objetivo dela era fazer com que crianças e jovens conhecessem a língua brasileira de sinais (libras), já que não conseguiu identificar uma linguagem de gestos própria naquele povo. “Com o passar do tempo, porém, percebi que havia sinais compartilhados pelos surdos da comunidade. Nós é que precisávamos conhecer o gestual para melhorar a comunicação e levar os surdos a avançar na aprendizagem.” Amarildo e seus colegas, portanto, tinham uma maneira de se comunicar que precisava ser valorizada.

Essa experiência está contida na pesquisa de mestrado de Marisa. Nela, é identificado e registrado para fins educacionais o que se convencionou chamar de sinais kaingang da aldeia (SKA), uma linguagem gestual e visual que está em formação e pode se consolidar como língua. O glossário já tem cerca de 50 termos, mas isso é apenas o início de uma pesquisa sobre a comunicação local. A sobrevivência do SKA vai depender de uma política lingüística que incentive a sua manutenção e das condições sociais, como o contato entre os surdos. “É da natureza desse tipo de expressão se misturar a outras e caminhar para uma consolidação cada vez mais complexa ou morrer”, explica a lingüista Ronice Müller Quadros, coordenadora do curso de libras da UFSC. Além de libras, há apenas mais uma língua de sinais oficial no Brasil, a da comunidade urubu-kaapor, que vive no sul do Maranhão.

A prática escolar

MUITAS LINGUAGENS A professora Sonimara, com a ajuda de um instrutor de libras, dá aula em escola da aldeia. Foto: Edu LyraAssim que a equipe da Escola Cacique Vanhkre percebeu a existência de sinais locais, Sonimara da Silva, professora bilíngüe (português e libras), teve grande preocupação em aprendê-los e incorporálos à comunicação com as crianças surdas. “Elas mesmas nos ensinam os gestuais. Passamos a utilizá-los no dia-a-dia, paralelamente à libras”, explica. O interessante é que a turma distingue perfeitamente a língua brasileira de sinais e o SKA. Isso garante o diálogo com surdos dentro e fora da aldeia.
A professora é também regente da sala especial – que tem sete alunos e é multisseriada. Ela alfabetiza as classes em português e trabalha em parceria com um professor de caingangue (em que as crianças também aprendem a ler e escrever) e com um instrutor de libras.

Todos sabem os sinais locais e mantêm contato permanente com Marisa, criando estratégias para compartilhar o conhecimento. Amarildo já passou pela sala especial e está concluindo a 6ª série. Existe uma corrente favorável à freqüência de surdos em salas regulares desde a Educação Infantil e outra que sugere a matrícula deles em salas especiais ao menos até se alfabetizarem. “Isso não é definido pelo Conselho Nacional de Educação e não há consenso sobre a questão”, explica Daniela Alonso, selecionadora do Prêmio Victor Civita – Educador Nota 10 na área de Educação inclusiva. Na Cacique Vanhkre, a experiência tem trazido resultados positivos. “Antes da criação da sala especial e da sala de recursos na escola, as crianças com deficiência auditiva vinham apenas para passear”, conta Sonimara. Hoje elas dominam dois idiomas, mais as linguagens de sinais, e se saem muito bem quando passam para a 5ª série.

Amarildo já escreve em caingangue e em português e se destaca na turma ao lado de uma colega surda, Silvana Fragoso, de 17 anos. Os resultados dos dois são evidentes. Durante um projeto de Ciências sobre ervas medicinais, eles foram aos arredores da escola colher as plantas mencionadas em aula. A proposta deu oportunidade a Amarildo e a Silvana de batizarem as hortaliças, para as quais não havia sinais correspondentes em libras. Depois, em grupo com os demais colegas, eles confeccionaram cartazes sobre os usos medicinais das espécies e fizeram uma apresentação na feira cultural. “A turma toda, pela convivência com os dois, já domina sinais suficientes para se comunicar com eles”, conta a professora.

Formação de professores

FORMAÇÃO EM LIBRAS Professores de escolas indígenas de Dourados aprendem como se comunicar em libras. Foto: Aparecido FrotaA experiência de Ipuaçu guarda semelhanças com a das aldeias bororó e jaguapiru, na reserva de Panambizinho, em Dourados, a 225 quilômetros de Campo Grande. Lá vivem índios guaranis-caiovás. Nessa região, porém, há uma preocupação a mais na construção de uma escola inclusiva: a de que os professores e intérpretes sejam índios da própria comunidade. Existem hoje no município três ações paralelas de capacitação docente: um curso de libras para professores indígenas (que a partir de 2008 serão os intérpretes nas escolas), a formação de uma profissional (que servirá como multiplicadora) no curso a distância de Atendimento Educacional Especializado oferecido pelo MEC e a participação de educadores da comunidade na licenciatura indígena da Universidade Federal da Grande Dourados, que também discute a inclusão em seu currículo. “A idéia é que membros da comunidade atuem no processo educativo, inclusive no que diz respeito à inclusão e no reconhecimento dos gestuais locais”, diz Elza Pedrozo, coordenadora de Educação especial do município.

Antes que esses profissionais se formassem, porém, a Secretaria Municipal de Educação iniciou, em 2006, o trabalho de inclusão de cinco surdos em duas escolas: a EM Indígena Agustinho e a EM Indígena Tengatuí-Marangatú. Para que o processo ocorresse a contento, a primeira medida foi contratar intérpretes de libras – já que ali não havia uma língua de sinais local identificada.

Para aprimorar o reconhecimento o registro dos “sinais caseiros” – termo usado no caso de línguas emergentes –, a lingüista Shirley Vilhalva trabalha no local. “É fundamental que se considere essa forma de comunicação como um elemento cultural,mesmo que ainda não se saiba o seu grau de complexidade e elaboração dos signos”, afirma a pesquisadora. O que está em jogo nesse caso, de acordo com ela, é a identidade de um povo, contida nas marcas típicas de sua expressão oral ou não.

Tanya Felipe, professora da Universidade Estadual de Pernambuco e coordenadora do Programa Nacional Interiorizando a Libras, ligado ao MEC, defende a decisão tomada em Dourados e Ipuaçu. Para ela, antes de aprender conteúdos do currículo, as crianças devem adquirir uma primeira forma de expressão e, se não houver uma comunicação por sinais na comunidade em que vivem, a libras cumprirá esse papel. A questão é polêmica, mas o que é ponto pacífico entre os especialistas é a necessidade de sistematizar e incorporar os gestos criados pela população local no cotidiano, legitimando essa forma de comunicação. “É importante que a língua de sinais seja estimulada pelos intérpretes e professores da escola. As crianças apoiam a utilização dessa expressão”, afirma Ronice, da UFSC. A valorização desse saber local, da identidade lingüística e de sua inclusão no currículo é o que garante a diversidade cultural das escolas indígenas.


Fonte:
http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/fim-isolamento-indios-surdos-424770.shtml
CONTATOS
EM Indígena Agustinho, Rod. MS-162, Reserva Indígena Bororó, 79823-000
EM Indígena Tengatuí-Marangatú, Rod. MS-156, Reserva Indígena Jaguapirue Panambizinho, 79823-000, Dourados, MS,tel. (67) 9633 -9932
Escola Indígena de Educação Básica Cacique Vanhkre, Posto Indígena Xapecó, 89832-00Ipuaçu, SC Marisa Giroletti, marisasr2002@yahoo.com.br Shirley Vilhalva, shivi323@hotmail.com

Internet
Acesse www.nationalgeographic.com/mission/enduringvoices/ para conhecer o programa da revista National Geographic que mapeia as línguas em desaparecimento

sábado, 13 de março de 2010

Escola dos Diferentes ou Escola das Diferenças


Observe a imagem e escolha o nome que mais convém a esta situação, ocorrida no pátio de uma suposta escola: "Escola dos Diferentes" ou "Escola das Diferenças"? E nossos alunos da rede pública ou privada como vem lidando com a diferença? O tema é debatido em sala? Se sim por professores de quais discipplinas? Se não o que poderia ser feito para começarmos o debate e a reflexão? Como tais assuntos poderiam chegar aos pais desses alunos?
Queiram justificar suas respostas nos comentários da postagem.

Obrigada,
Alessandra Lígia

ESCOLA ESPAÇO DE DIFERENÇAS



É no ambiente escolar que crianças e jovens podem se dar conta de que somos todos diferentes e que é a diferença, e não o temor ou a indiferença, que deve atiçar a nossa curiosidade. E mais: é na escola que crianças e jovens podem ser, juntamente com os professores e as professoras, promotores e promotoras da transformação do Brasil em um país respeitoso, orgulhoso e disseminador da sua diversidade.
A escola tem um papel fundamental na formação de cidadãos capazes de conviver e de dialogar com a diversidade cultural e histórica do Brasil, além de promover a maior identificação dos(as) estudantes com os conteúdos e práticas mediados na escola. São fatores que influenciam diretamente no interesse pelo aprender e na auto-estima dos estudantes. Portanto, à escola cabe o papel de reconhecer que tanto as pessoas que a compõem como as que integram a sociedade brasileira apresentam aspectos que as diferenciam: têm especificidades de gênero, de raça/etnia, de religião, de orientação sexual, de valores e outras diferenças definidas a partir de suas histórias pessoais. Essas diferenças tão presentes na construção identitária das pessoas e de suas realidades são, muitas vezes, motores de relações desiguais.

Leia o artigo CURRÍCULO, DIFERENÇA CULTURAL E DIÁLOGO de Antonio Flavio Barbosa Moreira http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-73302002000300003&script=sci_arttext&tlng=pt

Problematização:
- Como são representados os negros e os indígenas na sua escola (durante as aulas, nos materiais didáticos, nas datas comemorativas). Qual é o espaço dedicado a essa abordagem?



"Inclusão é sair da escola dos diferentes e promover a escola das diferenças" (Maria Teresa Égler Mantoan)

Fonte: http://claradleite.blogspot.com/2009/08/escola-espaco-de-diferencas.html#comments (que por sinal, amei esse blog, vale a pena visitarem!!)

SOPA DE LETRINHAS!!!



Quem quando criança nunca passou pela experiência de tomar àquela maravilhosa sopa de letrinhas que a mãe ou querida avó fazia, ali era puro encantamento, afinal, alimentávamos, divertíamos e aprendíamos!
É esta a proposta do Governo do Estado de São Paulo, afinal, temos que ensinar com o lúdico, ensinar brincando, onde tudo é encantamento, é diversão, no entanto, nosso governo não tem dado condições físicas, psicológicas e estruturais para nossos professores, pais e alunos aprenderem na diversão, com o lúdico!Em contrapartida, vem promovendo uma verdadeira SOPA DE LETRINHAS na vida de milhares de professores que lecionam há décadas! Ai talvez vocês se perguntem: “mas como assim?”
Em poucas palavras tentarei explicar aqui, a única categoria que se submeteu a ser dividida e subdividia:
Categoria F: o professor que foi admitido antes da publicação da lei 1010/07 (a lei do Sisprev, que entrou em vigor em junho de 2007), entra na categoria F, com permanência e vínculo sempre, mesmo àqueles que não passam na prova estipulado pelo governo têm 12 horas aula garantidas, além de preferência na atribuição de aulas, a final, ele é “da casa”.

Categoria L: o professor que estava com vínculo (aula) em julho de 2009, está garantido pela Lei Complementar 1093, de 16 de julho de 2009, estes, digo, os professores da Categoria L que passaram na prova podem pegar aulas até dezembro de 2011, isto é, depois que esgotarem todas as possibilidades da Categoria F pegar aulas (mesmo que tenham ido melhor, bem melhor do que os F).

Categoria S: são aqueles professores que dão aulas como eventuais, ou seja, quando falta um professor sempre tem “um” para substituí-lo, mas não tem as mesmas garantias que os demais, afinal, estes não ganham o sábado e domingo, não tem vale alimentação e nem auxílio transporte, no entanto, estes como a categoria F têm vínculo permanente, mas não recebe por um número de aulas garantidas, como a categoria F.

Categoria I: são os professores eventuais, admitidos após a Lei 1010, e com vínculo até dezembro de 2011.

Categoria O: estes são os que nunca lecionaram, terminaram sua licenciatura, fizeram sua inscrição, passaram pelo processo seletivo, mas se não atingiram 40 pontos estão proibidos de pegar aulas. São contratados.

Como podem perceber a Secretaria e o governo do Estado de São Paulo, mais uma vez vem agindo em desarmonia com as necessidades que garantam a melhoria na qualidade do ensino.Em 2007, com a publicação da Lei 1010/07 (a lei do Sisprev, que entrou em vigor em junho de 2007), muitos professores que trabalharam para o Estado de São Paulo, alguns 20 anos, muitos até mais de 20 anos, outros efetivos, mas que não conseguiram a transferência de uma cidade para outra e que pediu a exoneração por não ter mais condições de ficar longe dos filhos e da família, que eram da categoria F, enquadram-se hoje na tal categoria L, que nada mais é do que uma segunda classe de professores, ou seja, os professores da categoria F têm prioridades nas atribuições de aulas, mesmo que tenham tirado notas mais baixas do que os da categoria L, ou qualquer outra categoria (UM VERDADEIRO ABSURDO E DESINTEGRAÇÃO DA CATEGORIA, QUE SEMPRE FOI DESUNIDA, PARA ALEGRIA DO GOVERNO).
Tais Leis que o governo vem instituindo para minimizar gastos com a Educação estão em desarmonia com a Constituição Federal, afinal, a contratação de servidores público após 5/10/88, sem a prévia aprovação em concurso público, encontra-se impedida no artigo 37, inciso II, da Constituição Federal, mostrando-se nula de pleno direito, baseado no Enunciado nº 363 do TST, in verbis: "a contratação de servidor público, após a Constituição Federal de 1988, sem prévia aprovação em concurso público, encontra óbice no art. 37, II e § 2º, da CF, somente conferindo-lhe direito ao pagamento dos dias efetivamente trabalhados, segundo a contraprestação pactuada."
O governo Estadual para justificar seu erro institui uma prova que classificaria professores qualificados dos não qualificado, estabelecendo parâmetro de um número mínimo de 40 pontos, onde quem acertasse 32 pontos e tivesse acumulado 8 mil pontos, atingiria os 40 pontos, no entanto, a questão é que, se, por exemplo, se o João mesmo acertando 60 questões, mas sendo da categoria L, deverá esperar correr toda a lista dos professores da categoria F (passando ou não na prova), para só então depois ele conseguir concorrer às aulas, se conseguir!
Enfim, a educação pública necessita urgente de ser tratada como investimento e não como gasto público afim de que adotem política que sejam debatidas e negociadas com àqueles que convivem o dia-a-dia da escola, conhecem sua clientela.







***kkkk, acabei de receber um telefonema 12/03 às 14h00 dizendo que criaram a categoria V, que é quem irá substituir os professores EM GREVE, afinal, o Governo tem atirado para todos os lados INCLUINDO PARALIZAR UM DIREITO DE GREVE DA CATEGORIA, COLOCANDO ESTA COMO ERRADA, quando quer na verdade cidadãos cada vez menos críticos incapazes de exigir uma EDUCAÇÃO DE QUALIDADE...



Um forte abraço
Alessandra Lígia
Franca – SP